domingo, 8 de abril de 2018

Isla Negra, Chile

Um dos "roteiros" interessantes de uma ida a Santiago é o das casas-museu de Pablo Neruda. Há 3 delas: Em Santiago fica La Chascona, a mais interessante. Em Valparaíso fica la Sebastiana (que só vale mesmo a visita pra completar a coleção). E em Isla Negra, que fica no município de El Quisco, fica a terceira casa, que é a mais bonita.

A visita pode ser feita facilmente por conta própria. Basta ir até o Terminal Alameda, que fica ao lado da estação de metrô Universidad de Santiago. Lá existem algumas empresas que fazem a rota, mas recomendo a Pullman. Recomendo também que já compre a volta (se o dia estiver bonito, é bom voltar ficar pra ver por do sol, então compre passagem de volta pra um pouco depois).
No busão

Cafezinho na rodoviária

O ônibus deixa pertinho da casa, bastando pedir informação de como chegar lá. Se você não comprou a passagem de volta, é bom comprar agora, antes de ir ao museu. Daqui a pouco eu explico minha insistência com esse ponto.

Atualmente a visita é feita com um audioguia, o que permite ficar quanto tempo quiser em cada cômodo, além de facilitar pra quem não entende espanhol ou inglês. Se você levar um fone de ouvido, fica ainda melhor, pois não vai precisar ficar segurando o aparelho junto ao ouvido.

Depois de visitar o museu, vale a pena descer até a praia. Se você tiver coragem de encarar a água fria, leve roupa de banho. Ou pelo menos vá de bermuda, pra molhar os pés no Pacífico.
Tem um "moai" de Neruda na praia


Tenho certeza que esse sorriso é de frio!! :D

Bom... Agora vamos à parte "emocionante": terminada a visita, almoçamos por ali e fomos comprar a passagem de volta pra Santiago. Eram 5 e pouco da tarde e quando chegamos na Pullman a funcionária disse que não tinha mais passagem disponível pro mesmo dia(!!!). Perguntei se tinha outra empresa (ela nem se abalou de propor alternativas) e ela indicou uma tal de Bahia Azul. Essa empresa não tinha uma agência de passagens, mas a tiazinha do quiosque em frente vendia passagem. Chegamos lá e ela disse que só teria pra 18:35. Compramos (não era má ideia ficar mais um pouco por lá), voltamos pra praia e estávamos no ponto às 18:25. Alguns minutos depois passou um ônibus da Bahia Azul, mas o motorista nem olhou pro ponto (estava no celular). Esperamos um pouco e fomos até o quiosque da tia. Ela disse que estava atrasado, mas tudo bem. Voltamos ao ponto. Esperamos... Esperamos... Até que veio um onibus da Bahia Azul e parou. Mas era o de 19:05. Quando perguntamos pelo de 18:35, ele se limitou a dizer "já passou" (tipo: foda-se, não é problema meu). A nossa sorte é que havia mais gente nessa situação (éramos uns 10). Fomos até a tia, que tentou ligar pra empresa (eu achei que ela tinha ligado, quando informou que estava atrasado). Depois de muito insistir, ela conseguiu falar com alguem. A primeira notícia que tivemos foi de que iriam devolver o dinheiro e... não tinha mais vaga nos próximos ônibus do dia. Reclamamos, até que ela ligou de novo e disseram que o ônibus ia voltar pra nos buscar. Não era o mesmo ônibus, claro. Mas o importante é que com pouco mais de 1h de atraso, embarcamos. Deu tudo certo e dormimos até Santiago.


Mais algumas fotos de lá...






















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